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Poder não é suficiente

Com a National Football League (NFL) em estado de atenção, muitas dúvidas pairaram sobre a maneira com que o líder da instituição lidou com o caso de Ray Rice, jogador que protagonizou um escândalo nacional quando foi mostrado agredindo sua ex-noiva em um vídeo. Por que Roger Goodell ignorou os apelos de vários de seus stakeholders, como ex-jogadores da NFL, a mídia e os grupos de combate à violência doméstica, decidindo suspender Rice por apenas dois jogos? A resposta pode estar em um estudo publicado no dia 16 de setembro pela Columbia Business School.

A pesquisa, publicada na revista Social Psychological and Personality Science, concluiu que os líderes que não conseguem ter em conta a perspectiva alheia têm maior propensão maior para arruinar questões como esta e muitas outras. O estudo mostra que líderes no topo da pirâmide corporativa – como CEOs, políticos, comandantes militares e magnatas dos esportes, por exemplo –  que tentem ver o mundo sob ponto de vista de uma outra pessoa produzem melhores resultados.

“A liderança eficaz é como dirigir bem um carro. Você precisa de gás e de aceleração, mas também de um bom volante para poder segurar o veículo numa descida ou fazer alguma manobra mais arriscada”, disse Adam Galinsky, professor de Administração de Empresas na Columbia Business School. “Quando você está preso à sua própria opinião e não leva em conta o ponto de vista dos outros, a falha é quase certa”. 

A série de estudos explora como aqueles em posições de poder podem se  beneficiar deste novo olhar. A pesquisa de Galinsky concluiu que:

1) O poder naturalmente diminui a empatia: Apesar da energia impulsionar os líderes rumo a seus objetivos, ela também leva pessoas a se manterem muito apegadas a seu próprio ponto de vista, o que prejudica a forma de receber as ideias dos outros.

2) Apenas mudar de perspectiva não é suficiente: As pessoas com propensão a se concentrar no que os outros estão pensando tendem a ter mais desenvoltura na vida social. Mas, infelizmente, muitas vezes eles não têm a “tecnologia psicológica” necessária para se afirmar e mudar.

3) Poder + empatia = um líder eficaz: quando os indivíduos têm poder e conseguem se colocar no lugar dos outros, eles a) tendem a lidar com situações difíceis com mais sucesso e maior respeito e justiça e b) facilitam o compartilhamento de informações, uma prática que ajuda as empresas a tomar as melhores decisões possíveis quando confrontadas com problemas complexos. Galinsky descobriu que a combinação de poder e de empatia tem efeitos sinérgicos, produzindo resultados superiores ao que cada um alcançou separadamente.

Publicado originalmente no site da Columbia Business School (http://www8.gsb.columbia.edu/)

 

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